Geografia

Por meio deste blog a turma do 3º ano A vem apresentar suas pesquisas da matéria de geografia sobre trabalhos discutidos em sala. Essas serão expostas por meio de textos que apresentados ao longo do trabalho.

sábado, 21 de novembro de 2015

A redução dos investimentos educacionais no Brasil e os seus impactos

Por: Ariadny Alves, Daniele Carneiro, Gabrielle Araújo, Gleiziane Freitas, Lara Beatriz Melo, Luiza Lima, Stephanie Wendy 

  Há quem diga que a educação, apesar de ser um bem de primeira necessidade, é um bem que pode esperar. E que coisas como a saúde não pode esperar, e a segurança pública também não pode esperar... Se por um lado há a concordância diante do fato abordado, vale ressaltar que para a realização dessas "pequenas" demandas, é necessário que primeiramente a educação seja posta em prática, pois sem ela, seja dentro das escolas ou não, fica impossível que qualquer coisa seja concretizada. A educação é o principal bem que o ser humano pode ter, porém, os cortes em verbas públicas, principalmente na educação tem tornado esse bem tão precioso em uma coisa banal e muitas vezes desnecessária. Mas enquanto de um lado o mercado de trabalho exige cada vez mais qualificação, do outro o governo oferece a mesma, porém, a que se rever a qualidade cada vez mais sem conteúdo, e sem uma real fiscalização que possa ajudar a melhorar a educação e a falta de investimento que torna essa melhoria cada vez mais difícil.
  Um dos maiores problemas presente na sociedade brasileira é a má qualidade do sistema educacional, isso por causa da falta de fiscalização dos investimentos públicos. Assim os alunos que não possuem uma boa infraestrutura, professores bem qualificados assim como também uma metodologia eficaz de educação acabam não alcançando os objetivos da aprendizagem, obtendo um baixo nível educativo. Por esse motivo o Brasil encontra-se na 60ª posição no índice educacional na escala mundial, sendo que foram 76 países avaliados, ou seja, perdendo apenas para países pobres. E também é o 8° país com mais adultos analfabetos.
  A estrutura de uma escola influencia na formação de um estudante, pois ela causa interesse, ajudando-os a interagir mais na aula e transformando o ambiente escolar tornando-o sempre agradável e propicio para o aprendizado, ou seja, se esta estiver conectado com as novas tecnologias, carteiras em bom estado e principalmente saneamento básico, consequentemente auxilia na educação do indivíduo. Mas, não é o caso de muitas instituições educacionais brasileiras, que sofrem com as péssimas condições de ensino e estrutura, um bom exemplo disso foi a reportagem exibida pelo programa “Fantástico” da TV Globo, onde os moradores da região Nordeste no estado de Pernambuco mostram suas indignações: “Essa água não é ideal para ser tomada e, principalmente dar ela para as crianças. Isso aí tem um germe total. Eu trabalho aqui, mas dela eu também não bebo, revela um dos entrevistados”, e “Tem aluno que até cai da carteira, principalmente os menores, da educação infantil, diz uma moradora de Codó, no Maranhão”.
  Além da falta de estrutura em várias escolas ainda existe algo mais grave como os professores sem a devida qualificação, ou até mesmo sem nenhuma preparação. Outros motivos que desmotivam os profissionais da educação é a falta de valorização, pois recebem um salário baixíssimo, péssimas condições de trabalho e alguns sofrem por ameaças feitas pelos estudantes, pais e até mesmo por pessoas da comunidade escolar causando medo, doenças ocupacionais e desinteresse pela profissão. Ainda tem professores que não qualificam seus métodos de ensino, dando aulas tediosas, ou até mesmo por causa da dificuldade de utilizar tecnologia nas salas de aula, assim dificultando ainda mais seu trabalho. Mas, o principal de todos os motivos é o salário, que deveria ser maior para incentivá-los e eles não terem que trabalhar em várias escolas ao mesmo tempo e também recorrer as greves durante o período letivo em busca de melhoria salarial, o que acaba atrasando e prejudicando os alunos, sendo que os governantes poderiam aderir as suas propostas para evitar esse prejuízo a educação.
  Outro dado preocupante na educação foi o apontado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que realizou uma pesquisa em 2014, apontando o percentual de pessoas analfabetas no Brasil, tendo o resultado de 8,3%, em uma soma de 13 milhões de pessoas. Essa taxa consequentemente prejudica a inclusão profissional no país, assim, tendo que agregar profissionais de outros países em busca de mão de obra qualificada. É preciso investir na educação desde a infantil até a universidade para melhorar o sistema educacional brasileira, dessa forma acabar com a carência de qualificação técnica dos jovens brasileiros.
  Outro motivo da carência de profissionais que cada vez mais vem aumentando, é a entrada do jovem no mundo do crime, que procuram através dele um veículo fácil de conseguir dinheiro tanto para ajudar a sua família quanto por falta de incentivo do estado. Onde muitos acreditam que diminuindo a maioridade penal para 16 anos irá minimizar esse problema, mas, a solução está em investir na educação, dessa forma trazê-lo para a escola, que consequentemente aumentará a qualificação dos profissionais em diversas áreas do mercado de trabalho.
  É cada vez mais evidente o aumento de jovens e crianças que trabalham em comércios e nas ruas, dando origem ao trabalho infantil. Tendo cerca de 1,7 milhão de adolescentes de 15 a 17 anos fora da escola, esta grave situação vem causando sérios problemas, sendo que para inverter esse quadro o governo poderia investir mais em cursos técnicos gratuitos para agregar a sociedade, e nos esportes pois, é uma forma de tirar os jovens da marginalidade, pois não são todas as pessoas que tem condições para investir na educação de seus filhos. Assim, eles obtém essa oportunidade de um conhecimento maior para daí se tornarem pessoas qualificadas e com um futuro brilhante.
  É preciso observar que o Brasil costumava gastar até mais do que os Estados Unidos em educação, o problema é que as ações eram aplicadas de forma errada, dando ao país uma educação de baixo nível. E como se não bastasse, no atual momento de crise, foram anunciados muitos cortes nos investimentos voltados para a educação no Brasil se sem esses cortes a situação já era preocupante, a partir de agora, a situação ficará ainda mais crítica, não somente os brasileiros estão preocupados com os últimos acontecimentos, como também, a ONU, que demonstrou está bastante alarmada e enviou documentos mostrando a preocupação e também todas as necessidades que o Brasil tem e que deveria priorizar as melhorias. Pois se o país continuar com esse índice educacional, irá levar mais 30 anos para conseguir universalizar o ensino médio.
  Não se deve deixar de comentar sobre o fato de que os cortes afetaram muito as universidades federais e estaduais, e também programas educacionais com o PROUNI e o FIES, levando milhares de estudantes a lutar por seus direitos, e conseguir uma chance de cursar a faculdade dos sonhos. Mas, este ano (2015) ocorreram falhas no sistema impedindo inscrições, o que é inadmissível no tempo em que a tecnologia deve ser uma aliada e não um problema. As inscrições deveriam ter começado pela manhã, no entanto o sistema só entrou no ar no início da tarde causando esgotamentos de vagas em alguns cursos. Após o anunciado e o tumulto, o governo liberou alguns bilhões para o FIES, porém, com estes investimentos foram cancelados compras de livros didáticos e outros.
  Outra polêmica que está trazendo muitas preocupações é a mudança de escola em reestruturação de ensino no estado de São Paulo. Onde, a ideia é dividir os ciclos em três: do 1º ao 5º ano do ensino fundamental I; o segundo, dos alunos do 6º ao 9º ano do fundamental II, e o terceiro reúne os três anos do ensino médio. O problema é que muitos alunos terão que ser transferidos para o ciclo que corresponde ao seu grau de ensino, que por sua vez, nem sempre estará perto de sua casa prejudicando a rotina de seus pais ou dificultando a adaptação dos estudantes em escolas que não escolheram, e sim que foram obrigado a estar em pleno meio do ano letivo.
  Todos esses problemas são acarretados principalmente por um corte continuo na verba que deveria ser voltada para a educação, essa que vem sendo sucateada pelo governo brasileiro desde sempre até atualmente no século XXI e está entrando em uma visível degradação. Com escolas depredadas, equipamentos que deveriam servir de apoio didático quebrado ou destruídos e precariedade nas situações bancárias de escolas que por vezes não tem dinheiro nem para comprar o lanche que deve ser servido aos alunos, esse que é obrigatório e está prescrito na Lei nº 11.947, de 16 de Junho de 2009 no Artigo 2º parágrafo VI e no Artigo 3º onde consta claramente nos dois o direito à alimentação escolar.
  Toda essa situação tem se tornado tão recorrente que a população já não se espanta mais quando é anunciado um novo corte a uma verba educacional. É cada vez mais discutido ao precariedade na educação, porém apesar de toda indignação e vontade de mudança por parte da população, alunos e professores, o governo coloca cada vez mais a tão sonhada educação de primeiro mundo em segundo plano pois é conveniente ao mesmo uma sociedade automática que não contradiz e nem se espanta com a falta da educação. Apesar de avanços evidentes desde o ano 2000, a educação tem muito o que melhorar, em questão de investimentos a favor de melhorias visíveis e na melhor administração e distribuição da renda voltada para a educação, além de uma reorganização no ministério da educação para evitar assim mais desvios de verbas que poderiam estar beneficiando milhares de pessoas.
  O Brasil só irá evoluir com o planejamento educacional, já temos exemplos de países que conseguiram dar a volta por cima como o Japão e outros países que ao saírem da Segunda Guerra Mundial, para se reerguerem investiram massivamente em educação, criando métodos eficazes e incutindo em seu povo a cultura de valorização dos profissionais da educação. Nenhuma sociedade evoluiu sem que entendesse que o pilar de tudo sempre foi investir e aplicar corretamente os recursos destinados à educação, criando métodos verdadeiramente eficazes, que consigam atingir reais objetivos, é necessário traçar metas e permitir que elas realmente se tornem reais e saiam do papel, pois teoria e prática precisam andar juntas. Um povo educado adoece menos, pois com informações previne-se muitas doenças e não é preciso tanto investimentos em segurança, pois teremos de fato menos violência. A educação é a única saída para evolução de um povo.     

Referências Bibliográficas:

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