O CONFLITO RACIAL NOS EUA, SUAS CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS.
Alissa Tsuzuki
Ana Débora Santos
Cidelia Alves
Isaías Almeida
Lucas Bacelar
Weyber Keny
RESUMO
O objetivo central desse artigo é a discussão sobre os
conflitos raciais, particularmente falando os EUA, abordaremos a realidade de
composição racial e o processo ocorrido da segregação e fatores que determinava
ao longo da história na desigualdade significativas em questões sociais,
biológicas e humanas. Hoje o racismo se manifesta de uma maneira isolada e
pública, que em consequências gera episódios violentos. Há certos grupos e
movimentos sociais que tentam encerrar a discriminação social e econômica,
integrando os negros na sociedade. Apesar dos grandes avanços na legislação, a
intolerância pela raça negra persiste.
Palavras-chaves:
conflito racial, racismo nos EUA, segregação racial, desigualdade social.
INTRODUÇÃO
A questão racial nos EUA, remota no período de colonização,
que está inserida ao Sul do país que foi exatamente a região onde teve a maior
concentração de exploração de mão de obra escrava. Por essas razões, o Sul do
país concentra os maiores problemas raciais.
O preconceito racial é um fator existente em todos os
lugares, a sociedade navega em um mar de racismo, desigualdade e preconceito.
Os EUA é um dos principais países que possui um alto índice de crimes e atos
brutais relacionadas ao racismo. Ao tratar desse tema, não se pode deixar de
citar um dos principais lutadores contra o racismo, Martin Luther King, um
homem que lutou pelos direitos dos negros e recorreu a todos os meios para
alcançar essa igualdade, em um dos seus famosos discursos realizado nas escadarias
do Lincoln Memorial, Washington- “eu
tenho um sonho de que meus quatro filhos viverão um dia, numa nação onde não
serão julgados pela cor de sua pele, mas pelo conteúdo de seu caráter”- com
esse discurso Martin Luther King, comoveu milhares de pessoas com a realidade
vivida pelos negros daquela nação.
Mas será que o racismo ficou no passado? Ainda hoje, as
pessoas lutam pela igualdade racial? Apesar de todas as lutas e manifestação
que ocorreram, marcando a história de muitas pessoas, os negros ainda não
alcançaram essa igualdade e não são vistos com bons olhos diante da sociedade.
A maioria dos bairros periféricos nos EUA possui uma grande
população negra e ocupam classes sociais mais baixas. Vários fatores
impulsionam a isso, como a falta de oportunidades para um jovem negro no
mercado de trabalho, que para os brancos tem uma grande facilidade de ingressar
nesses mercados. Com isso muitos optam por entrar no mundo da criminalidade e
das drogas, que em seu favor, oferecem melhor qualidade de vida e além do fácil
acesso, tornando a convivência entre os negros e brancos seja ainda mais
complicada e repleta de preconceitos.
Conflito racial:
comparação com os EUA e o Brasil.
Em 1994, o filosofo Wintan (1994) desenvolveu uma crítica
profunda contra a maioria das interpretações sobre as relações sociais, segundo
ele, não se deve considerar o poder dos movimentos uma forma isolada, e sim historicamente
como uma relação de poder, onde os dominantes e os dominados tem uma importante
participação, com isso ele quer passar a ideia de que as relações raciais tendem
a ser desde os primórdios, pois a tribo que sobressairá era a dominante. A
concepção que ele trata é que os EUA, vive em uma situação preconceituosa desde
a sua colonização, dado a esse conceito pode-se dizer que Wintan (1994)
aconselha a não esquecer o passado mas focar no futuro. O sentimento de
superioridade racial que acompanhou o colonialismo nos EUA se espalhou pelo
mundo, hoje em dia, ainda se considera a supremacia racial branca a
“dominante”, reafirmando a concepção dele sobre “Dominante e Dominado”.
Com a reeleição de um presidente negro nos EUA, segundo
pesquisadores, teria menor índice de caos relacionados a tensão racial, mas
especialistas afirmam que a eleição de um presidente negro não minimizou os
problemas raciais, deixando muitos decepcionados.
Nesta nova visão, os EUA, sempre teve um grau de mestiçagem
muito elevado, onde a convivência entre as pessoas de cultura e raça eram
bastante distintas. Ultimamente, esta intensificação de conflitos raciais é
comum no aumento da violência policial contra os negros, terrorismo à igreja
afro-americana e além dos ataques do grupo Ku Klux Klan. Casos recorrentes
mostram que os negros sempre foi o alvo desses extermínios, como por exemplo o
que ocorreu em Ferguson (Missouri), a população protestou depois de um policial
branco matou um negro desarmado, o que repercutiu muito na mídia. Estatísticas
indicam que 80% das pessoas abordadas pela polícia de Nova York são negras
ou latinas.
Conflito entre policiais e
manifestantes em Ferguson, no Missouri
Fonte: http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2014/11/veja-oito-conflitos-nos-eua-ocasionados-por-diferencas-raciais-4650366.html
Os assassinatos de negros nos últimos anos, trouxe uma
discussão em relação ao racismo existente na sociedade norte-americana. No
início do século XIX, os crimes raciais tiveram com maior intensidade, com os
ataques do grupo racista a Ku Klux Klan, que tem como seu objetivo de impedir a
integração entre brancos e negros, e por meio do terrorismo e outras atividades
violentas, até hoje aterrorizam os negros. Segundo os membros da organização
(KKK) formada em 1866, “os negros são economicamente incapazes e destinados a
escravidão”- diante disso, colocavam terror entre a população negra. Além disso,
as autoridades e os governadores impediam os negros de ter o acesso a voto e priva-los
socialmente.
Cruz sendo queimada,
atividade introduzida por William J. Simmonk, o fundador da segunda Klan
em 1915
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ku_Klux_Klan
No Brasil, há uma grande diferença como os EUA lidam a
respeito do passado da escravidão, ambos aboliram, mas o racismo persiste. Em
uma sociedade que é dividida os negros dos brancos, nos EUA, como as leis
segregacionistas, neste caso a miscigenação será desconhecida, ou seja,
praticamente impossível. O fato é que essa pratica oficial dos americanos, fez
com que os negros tomassem atitudes para organizar e derrubar a leis em que a
maioria conseguiu conquistar os seus objetivos. É bastante irregular ver poucos
negros em condições superiores, que não tiveram o respeito que merecem, infelizmente
vivemos em um mundo onde a exterioridade física é mais importante que o
caráter.
Já aqui no nosso país, as leis segregacionistas nunca foram
oficiais, o que possibilitou na facilidade de convívio, no entanto pode-se
dizer que há uma segregação de classes sociais, divididas entre ricos e pobres.
Como o Brasil é um país constituído por uma miscigenação de raças (brancos,
negros e índios) o que mostra como a distinção de raças é comum, porém a discriminação
e o preconceito atuam de forma camuflada e informal.
CONCLUSÃO
O aumento de conflitos raciais nos EUA, é considerado pela distribuição
desigual de espaço e direitos, o que se observa que mesmo após da eleição do
presidente Obama, o preconceito ainda se mostra bastante evidente. O Brasil e
os EUA, ambos são etnicamente e racialmente diferentes, mas a grande questão está
relacionada a formação histórica desses dois países. Segundo as pesquisas, a população
brasileira é composta por 43% de negros, enquanto nos EUA apenas 12% do total
da população é negra, isso é facilmente observado numa variedade de situações. Com
relação aos comportamentos raciais dos americanos, é necessário que, tanto os brancos
e negros tendem aceitar a integração de diferenças de raça e reconhecer os
valores sócio-culturais.
REFERÊNCIAS
https://www.artigos.com/artigos-academicos/sociologia/7071-conflitos-raciais-o-problema-do-mundo
http://www.gazetadopovo.com.br/mundo/eua-ainda-vivem-sob-tensao-racial-20-anos-depois-de-revoltas-2ap2ke9rz1pks1m9clcy0lb2m
https://pt.wikipedia.org/wiki/Segrega%C3%A7%C3%A3o_racial_nos_Estados_Unidos
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2014-08-21/analise-eua-mudaram-mas-tensao-racial-ainda-e-um-problema-no-pais.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_sociais_dos_Estados_Unidos
http://www2.uol.com.br/aprendiz/n_noticias/academia/id140503.htm